Carlos Lauro e Joseane Paes - RPPN Catadupa/SP

RPPN Catadupa 01

Carlos Lauro Maia Cavalcanti e Joseane Paes Leme Fontaine

 

RPPN Fazenda Catadupa  

Proprietários: Carlos Lauro Maia Cavalcanti e Joseane Paes Leme Fontaine

Município: São José do Barreiro - SP                     Área: 38,18 ha

Ano de Criação: 2015                                        Portaria nº: 52, DOU 211, de 5 de Novembro de 2015.

Site da RPPN: www.valehoteis.com.br (provisório)  www.fazendacatadupa.com.br  (em construção)

E-mail para contato: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo., O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

 

1 - Como você conheceu as RPPN?

Nossa formação acadêmica tem grande responsabilidade no conhecimento das Reservas Particulares do Patrimônio Natural. Tivemos a oportunidade de cursar Pós-graduações em Gestão Ambiental pela Faculdade de Saúde Pública da USP e da Escola Politécnica da UFRJ em parceria com o Instituto Brasil PNUMA. Esses cursos ampliaram nossa visão e nos incentivaram a buscar cada vez mais informações e estudos que pudessem trazer alternativas para um gerenciamento sustentável de nossa propriedade unindo atividade econômica e conservação da Biodiversidade.

 

2 - Ao criar a RPPN quais eram seus objetivos?

Os remanescentes florestais de nossa região são sobreviventes de uma intensa atividade econômica voltada para o plantio do café que passou a dominar a paisagem natural da região no primeiro ciclo econômico de exploração intensiva, predatória, decorrente de uma concepção colonial de ocupação do solo e esgotamento das reservas naturais. Esta ocupação foi o primeiro grande impacto sofrido pela região, que com a derrubada da mata para o plantio e o desenvolvimento da monocultura cafeeira, começou a sentir os problemas de empobrecimento do solo e a consequente erosão produzida por este tipo de prática agrícola. O solo esgotado selou o fim da Lavoura cafeeira que foi substituída por novas atividades como a produção de carvão e a pecuária de gado leiteiro que acabou de vez com a possibilidade de retorno da floresta.

Diante dessa abordagem histórica fica clara a urgência na criação de unidades de conservação como as RPPNs que possam assegurar a defesa da diversidade biológica garantindo  a permanência e a sobrevivencia de espécies sensíveis à hábitats modificados, além do desdobramento dos diversos processos ecológicos e evolutivos dos ecossistemas e das comunidades biológicas neles inseridas (araujo, 2007). Nosso objetivo inicial teve como intenção somar o potencial turístico da região e da centenária Fazenda Catadupa com as práticas de educação, conscientização e preservação ambiental possíveis de serem realizadas e implantadas em uma reserva constituída. A idéia de associar História e Patrimônio Natural vem de encontro com nosso pensamento de que redescobrir a história é reviver fatos que alicerçaram o desenvolvimento que hoje alcançamos e que pode vir a ser muito mais sustentável.

Nosso principal objetivo com a criação da RPPN Catadupa consistiu em associar práticas conservacionistas que pudessem conferir um importante papel na conservação da Serra de Formoso, em São José do Barreiro, baseado na disseminação de práticas em educação ambiental e visando a reconstituição e a conservação do ecossistema florestal da propriedade. Esta proteção estaria propiciando o aumento da conectividade biológica da paisagem fragmentada de nossa Serra com outras áreas de conservação, como o Parque Nacional da Serra da Bocaina, vizinho a RPPN Catadupa. A complementação dessa zona de amortecimento entre estas áreas criará um verdadeiro corredor de biodiversidade que passará a funcionar como “trampolim ecológico” fundamental para a manutenção de populações animais, vegetais e a conservação de recursos naturais de nossa região. Acreditamos que o reconhecimento oficial da Fazenda Catadupa como RPPN vem fazendo a diferença no papel de mobilização e convencimento para que outros proprietários tomem esta iniciativa como exemplo. Estamos tentando construir um empreendimento demonstrativo voltado para a conservação e com potencialidade para outras atividades econômicas alternativas, como o ecoturismo, compatível e dependente da proteção dos recursos naturais, induzindo assim, mudanças no cenário regional. Incutir a idéia de que conservar a floresta seja mais atraente do que destruí-la! Esta é nossa missão. De todos nós.

 

3 - Quais foram os incentivos que levaram você criar a RPPN?

As RPPNs têm o inegável potencial de serem um modelo de sustentabilidade contra a degradação regional e, consequentemente também, um núcleo para a aproximação e a relação entre entidades públicas e privadas. Pensando nesta “mistura”de esforços da sociedade civil, governo e iniciativa privada, acreditamos que a criação e promoção de nossa reserva pudesse mostrar a outros proprietarios que a preservação não é antagônica às atividades econômicas e poderíamos usar a reserva para propor soluçoes integradas de gestão. Talvez com o exemplo de nosso trabalho possamos contribuir para fomentar o surgimento de novas reservas e aí então este sim seria nosso maior incentivo. Essa aliança de produtores rurais e possíveis donos de RPPNs possibilitaria tornar realidade o sonho de formarmos aqui um mosaico de RPPNs em nossa região, bem como promover um corredor de biodiversidade que liga nossa Serra de Formoso ao Parque Nacional da Serra da Bocaina. Um trabalho conjunto de conservação, proteção e resgate dos valores de nossa terra.

 

4 - São desenvolvidas atividades na RPPN?

Possuímos nas imediações da RPPN Catadupa um casarão assobradado que é sede da centenária Fazenda Catadupa, monumento histórico e arquitetônico remanescente do período imperial de nosso país e que serve como estrutura de apoio para a RPPN. Sua importância histórica nos dá a oportunidade de poder trabalhar oferecendo aos visitantes a oportunidade de contato direto com o Meio Ambiente, de forma interativa e dinâmica, proporcionando um aprendizado agradável sobre a necessidade de conservação dos recursos naturais, históricos e culturais visitados. A sede da Fazenda utilizada como centro de visitantes ainda encontra-se em estágio de restauração e por isso não suporta um fluxo elevado de visitação, havendo portanto, sempre a necessidade de agendamento prévio para estas visitas, que em geral são realizadas apenas para grupos. As visitações no interior da mata da RPPN ainda estão em fase de elaboração no Plano de Manejo e por esta razão limitamos as visitas apenas nas trilhas externas para a contemplação da vista da mata da Reserva.

Outras atividades ligadas diretamente à Reserva consistem na produção de um arquivo fotográfico para criação de um banco de imagens da RPPN, a sensibilização de gerações atuais e futuras para a importância da conservação em terras privadas por meio de palestras ministradas pelos gestores da RPPN Catadupa e a preservação e cercamento de nascentes e córregos contribuintes do rio formoso e demais rios da Bacia Sesmaria.

 

5 - Que atividades você gostaria de realizar na RPPN?

Nossa idéia é trabalhar diretamente ligados ao turismo rural e ecológico, unindo o relaxamento físico e mental associado com uma educação ambiental baseada em interpretação ambiental e relações humanas. Um programa de ecoturismo com trilhas interpretativas e sistemas de placas de aviso e de sinalização úteis ao programa de educação ambiental da RPPN. Parcerias que possam trazer o desenvolvimento de pesquisas científicas visando a produção de estudos e documentos sobre a biodiversidade da RPPN. Estes levantamentos de dados e inventários de espécies locais poderiam estar arquivados virtualmente para acesso de qualquer interessado. Este catálogo seria ampliado e atualizado constantemente com o surgimento de novos resultados das pesquisas acadêmicas e fotográficas da reserva.

 

6 - Sua RPPN possui plano de manejo?

Nossa Reserva ainda não possui um plano de manejo finalizado em razão de sua recente criação e oficialização. Estamos cientes da importância deste instrumento norteador das atividades que sonhamos implantar e já estamos buscando orientação em dois roteiros metodológicos para Plano de manejo. Esses roteiros idealizados pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBIO e pelo Instituto Estadual do Ambiente – INEA, são excelentes e poderiam estar unificados em apenas um só para servir de modelo oficial, pois devido a semelhança entre eles, particularmente não vejo a real necessidade para existência de dois roteiros. O importante foi que concluímos que a metodologia para a criação deste plano de manejo é perfeitamente possível seguindo qualquer um destes roteiros e já estamos trabalhando para isso.

 

7 - Existe algum levantamento ou estudo realizado na RPPN? 

Ainda não existem levantamentos nem estudos específicos em nossa RPPN, até mesmo porque é muito recente sua criação. Podemos contar apenas com os levantamentos de dados secundários da região realizados por outras unidades de conservação vizinhas, como é o caso do Parque Nacional da Serra da Bocainda e da Estação Ecológica no município de Bananal. Em relação ao levantamento de dados em outras RPPNs da região, identificamos uma certa dificuldade para o acesso a informações, pois a pequena troca de informações e resultados entre pesquisadores, gestores e responsáveis por eventuais pesquisas realizadas ainda são pouco divulgados e bem dispersos. De todo modo, alguns estudos foram realizados na propriedade e acabam por englobar também a área da RPPN.

Iniciado em abril de 2012, a ONG Crescente Fértil – Projetos Ambientais, Culturais e de Comunicação, realizou um estudo denominado “Projeto Rio Sesmaria - Diagnóstico Físico e Socioambiental da Bacia do Rio Sesmaria”, onde está inserida a RPPN Fazenda Catadupa. O diagnóstico possibilitou a construção de diretrizes estratégicas para a recuperação Ambiental de toda a Bacia Hidrográfica e contou com recursos de cobrança pelo uso da água administrados pela agência da Bacia do Rio Paraíba do Sul (AGEVAP), do Comitê da Bacia do Rio Paraíba do Sul (CEIVAP), além daqueles provenientes do acordo TFCA, gerenciado pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO). A Fazenda Catadupa foi contemplada no projeto tornando-se uma das unidades demonstrativas de Restauração Florestal em uma área de 0,65 (ha) onde está localizada uma das nascentes ao lado da RPPN da Fazenda. Os beneficiados receberam do projeto todo o material e serviço para o isolamento da área com cerca de arame farpado, plantio de mudas e manutenção. A parceria com o Projeto Rio Sesmaria deu origem também a um Planejamento integrado da propriedade rural baseado em um conjunto de recomendações para o manejo sustentável da Fazenda Catadupa, compatível com o Planejamento Conservacionista da RPPN e com a capacidade de uso das terras especificando as práticas mais adequadas para a conservação dos recursos naturais:água, solo, fauna e flora.  

O conjunto Histórico e Arquitetônico da Fazenda também foi objeto de estudo do inventário do Patrimônio Cultural edificado do Vale Histórico de São Paulo e avaliação de sua vulnerabilidade aos eventos climáticos, realizado pela Universidade USP/EACH, sob coordenação da Prof. Silvia Helena Zanirato e em parceria com a FAPESP. Este trabalho teve como desdobramento a instalação de mini estações climáticas que deram origem a novos estudos coordenados pelo Dr. Andrea Cavichioli, prof. Associado a escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP.

 

8 - A RPPN recebe apoio de alguma instituição? 

A RPPN Fazenda Catadupa foi uma das reservas beneficiadas no Edital do Programa de Incentivo às RPPNs da Mata Atlântica coordenado pela fundação SOS Mata Atlântica e pela Conservação Internacional – CI. O incentivo financeiro foi de extrema importância para a criação da reserva, assim como todo o apoio e esclarecimentos nas questões que foram surgindo neste processo.  A oportunidade de poder ter participado da oficina de gestão de projetos realizado pela SOS Mata Atlântica foi fundamental para nortear nossas ações, pois nos permitiu adentrar e realizar contatos com outras reservas e pessoas que acabaram por nos incentivar e ajudar muito. Foi em uma destas oficinas que conhecemos o palestrante José Luciano de Souza, do ICMBIO, que foi nosso tutor e fazemos questão de agradecer sua profissionalidade e paciência durante todo o processo de criação da reserva.

 

9 - Que tipo de apoio você gostaria de receber para garantir a implementação e manutenção da RPPN?

Apoios financeiros são sempre bem vindos principalmente quando a reserva ainda não consegue gerar renda satisfatória para questões de autosuficiência como manutenção, cercamento e isolamento das matas existentes na RPPN. O tamanho considerável da reserva e a geografia montanhosa são fatores que transformam em verdadeiro desafio o gerenciamento de recursos para a Reserva. É grande o ônus financeiro, político e social na manutenção e implementação das reservas, principalmente porque ainda são insuficientes as políticas públicas para estas áreas, que ainda precisam disputar as limitadas verbas dos orçamentos públicos com outros setores que, obviamente, gozam de muito maior apelo junto à maioria da população, como Educação e Saúde. Esta carência de aportes financeiros poderia ser bastante minimizada com o apoio de recursos humanos técnicos capacitados: parcerias que trouxessem a RPPN um suporte técnico para levantamento de dados e desenvolvimento de pesquisas científicas visando a geração de conhecimentos sobre a diversidade biológica e o desenvolvimento de tecnologias para conservação e uso racional dos recursos naturais da RPPN Fazenda Catadupa. O conhecimento adquirido é um bem mais valioso que qualquer recurso financeiro disponível. Estamos abertos para estas parcerias.

 

10 - Qual a principal dificuldade em manter a RPPN?

Encaramos as dificuldades como desafios a serem vencidos. Acreditamos que tudo pode ser superado quando existe boa vontade e empenho no processo. Baseado neste pensamento é que torcemos para que mais políticas públicas sejam criadas para propiciar o apoio técnico e financeiro que todas as RPPNs necessitam.  Como não poderia deixar de ser, o ônus financeiro de gestão na manutenção de nossa área é a principal dificuldade, já que ainda não conseguimos que a RPPN gerasse um ganho de renda que sustentasse pelo menos sua conservação. O cercamento de toda a área da reserva é primordial, mas ao mesmo tempo, também é o maior vilão neste orçamento apertado.

 

11 - Quais as principais ameaças à integridade da RPPN e porque isso ocorre?

Nossa Reserva encontra-se em uma área praticamente cercada de fazendas vizinhas com atividade voltada para a pecuária de corte e gado leiteiro que não utilizam de práticas sustentaveis em suas gestões. O gado destas propriedades passeiam por toda a extensão do pasto vizinho e sempre acabam por atravessar os limites e invadindo nossa Reserva de Mata Florestal e áreas em estágios de recuperação. A dificuldade de acesso nas áreas montanhosas para restabelecer estas cercas de arame rompidas e bastante castigadas pelo tempo, faz com que o processo de recuperação de nossa reserva sempre acabe sendo interrompido pela ação predatório do gado. Comprar arame e mourão para o cercamento, além de bastante oneroso, acaba demandando muito trabalho em razão de nossa região ser bastante montanhosa. Essa soma de resultados sempre acaba desanimando e minando a vontade vizinha de cumprir com suas responsabilidades. A situação ainda piora bastante na época de seca quando práticas antigas e desastrosas como atear fogo para aumentar os pastos ainda são empregadas. As roçadas invasoras também estão dentro dessa conta. Muitas vezes o fogo é criminoso e vem de muito longe auxiliado com a força de propagação dos ventos que não encontram aceiros para minimizar sua ação desastrosa. Não temos certeza quanto à frequência da ação de caçadores em nossa reserva, pois a dimensão, a geografia do terreno e a falta de equipamentos de fotos e filmagens nos impossibilita esse maior controle. Devido aos constantes latidos dos cachorros que denunciam a presença deste tipo de ação criminosa, sabemos da infeliz existência deste tipo de delito. Municípios pequenos como o nosso possuem uma carência muito grande para o apoio nestas questões, pois dificilmente possuem uma Secretaria municipal específica para o Meio Ambiente que seja atuante e que possa pelo menos fiscalizar e inibir práticas agressivas ao Meio Ambiente. A polícia militar Ambiental infelizmente também não consegue dar este tipo de amparo na proteção e executar ações de fiscalização e monitoramento dos crimes e infrações ambientais. As ocorrências superam e muito o contingente disponível de agentes de fiscalização que precisam se desdobrar para atender a diversos municípios ao mesmo tempo. Faz-se urgente a necessidade de uma maior aproximação entre os proprietários e estes agentes ligados a fiscalização para conhecimento do território e identificação dos principais problemas que interferem ou ameaçam a proteção da biodiversidade e da cobertura vegetal de unidades de conservação como a RPPN Catadupa.

 

12 - Você criaria outra RPPN?

Não só criaríamos como vamos trabalhar para fomentar a criação de novas Reservas. Não existe nada mais prazeroso do que poder ter a oportunidade de contribuir de maneira eficaz e fundamental com o Meio Ambiente, ao gerenciar e sustentar sua própria Unidade de Conservação. Tornar-se um instrumento de promoção da cidadania, da responsabilidade socioambiental, da conservação da Biodiversidade e da Proteção do patrimônio Natural Brasileiro, é extremamente gratificante e faz com que a gente se sinta um pouco especial.

 

13 - Você atua em alguma entidade ou associação ligada as RPPN?

Ainda não atuamos em nenhuma entidade ou associação ligadas a RPPNs, mas já conseguimos laços de amizades e trocas de informações bastante proveitosas e agradáveis com instituições como as já mencionadas acima, e outras como a FREPESP, que por intermédio de nosso amigo Flavio Ojidos e Ana Maria Soares, nos acolheram em sua rede de troca de informações.

 

14 - Alguma observação que gostaria de comentar?

Gostaríamos de aproveitar a oportunidade e chamar à atenção para a proximidade de empreendimentos de grande porte que indiretamente podem vir afetar a integridade da reserva, bem como de toda a comunidade, que são os gasodutos enterrados da Empresa Petrobrás que já causaram um grave acidente ambiental com um derramamento de mais de 49 mil litros de óleo no rio de nossa Bacia Hidrográfica. Desastres ambientais como este nos fazem temer pela “segurança”quanto ao raio de alcance de empreendimentos como as usinas de Angra I, II e III. Nunca ouvi falar de nenhum plano emergencial ou de mitigação de impactos e desastres naturais em minha região. Essa energia produzida nas usinas realmente vale o risco de um desastre ambiental?

 

15 - O que você achou da implantação do site www.rppnweb.com?

Uma excelente ferramenta para promoção e divulgação junto a sociedade dos trabalhos dos gestores de RPPN. O conhecimento destas ações podem fazer a diferença no papel de desmistificar velhos preconceitos adquiridos e incentivar a criação de novas unidades de conservação.

 

RPPN Catadupa mosaico

 

 

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